26 de jun de 2012
10 de jun de 2012
Aos meus lamentos
Acordei vendo minha morte, chorei lágrimas de arrependimentos por coisas pequenas que eu deixei de fazer, oportunidades perdidas e palavras ocultas.
30 de mai de 2012
Titanium.
As gotas de chuva geladas aos poucos esfriavam o calor da sua pele. Olhos fixos no caminho obscuro. Palavras eram interruptamente balbuciadas por aqueles lábios pálidos como um fim de luar. Mãos trêmulas e inquietas gesticulavam coisas estranhas. Por dentro, sangrava de uma maneira tão intensa, que podia sentir sua alma lentamente esvaindo-se. Aos poucos as feridas iam abrindo-se. Mal dera tempo de cicatrizar. Mas, dessa vez doía de um jeito, que jamais doera antes. Era como se estivessem rasgando-a ao meio. Seus passos em direção ao nada intrigavam os olhos de quem observava. Cada centímetro da sua pele havia o perfume dele; havia um punhado de lembranças cravadas. Em cada gota de chuva, um velho sorriso parecia ecoar. Continuava avançando na direção da escuridão, com um ardor da chegada. Suas pernas, guiadas por aquilo que um dia chegou a ser um coração, insistiam em parar, mas seu corpo, de alguma forma precisava chegar lá. Só ela sabia a onde deveria chegaria, só ela saberia quando chegaria.
10 de abr de 2012
Os dias vão prolongando-se de tal maneira que torna-se impossível saber se já iniciou-se ou se iniciar-se-á. Ultimamente o doce está tornando-se extremamente amargo, que de tão intenso tem atravessado minha alma e atingido meu coração. É um amargo diferente, que envenena por onde passa e mata o resto do doce que sobrevive nos cantos empoeirados de mim.
E vai se misturando... E vai consumindo... E quando você vê, não há mais espaços para saborear o doce sentimental que outrora habitou a carne, só o puro do veneno, o amargo da dor que ele trás. A carne bruta que implora por um tempero, mas você está seco, duro, sem sabor... sem vida.
E vai se misturando... E vai consumindo... E quando você vê, não há mais espaços para saborear o doce sentimental que outrora habitou a carne, só o puro do veneno, o amargo da dor que ele trás. A carne bruta que implora por um tempero, mas você está seco, duro, sem sabor... sem vida.
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