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10 de abr de 2012

Os dias vão prolongando-se de tal maneira que torna-se impossível saber se já iniciou-se ou se iniciar-se-á. Ultimamente o doce está tornando-se extremamente amargo, que de tão intenso tem atravessado minha alma e atingido meu coração. É um amargo diferente, que envenena por onde passa e mata o resto do doce que sobrevive nos cantos empoeirados de mim.
E vai se misturando... E vai consumindo... E quando você vê, não há mais espaços para saborear o doce sentimental que outrora habitou a carne, só o puro do veneno, o amargo da dor que ele trás. A carne bruta que implora por um tempero, mas você está seco, duro, sem sabor... sem vida.

28 de mar de 2012

À você.

São olhares, sorrisos, toques e abraços que só acontecem ao teu lado. Uma explosão de múltiplas sensações que entorpecem corpo e alma. Esses teus olhos que me consomem em uma fúria de paixão unem-se ao toque macio e arrepiante das suas mãos. E ao passar dos dias meus corpo vai implorando para que teus braços envolvam os meus em um abraço quente e apertado... Único! Fecho meus olhos e sinto-te ao meu lado. Sinto o teu perfume, a tua respiração ao compasso da minha, como uma só.
Eu não posso me impedir de procurar por você. Eu não posso me impedir de desejar você. Eu não posso me impedir de te perseguir em meus sonhos. Porque jamais haverá eu, se não houver você. Em meio aos meus pensamentos, penso te achar, penso te perder. Penso que te querer já não é o suficiente.
Somos um imperfeito quebra-cabeça, mas que ao final torna-se único. Peça sobre peça em seu encaixe. Somos duas almas que amam-se em perfeita simetria mesmo sendo assimétricas. Dois corpos no mesmo calor, na mesma paixão. E mesmo nas noites solitárias, quando apenas idealizo-te, uma parte de mim corre a tua busca, corre a tua ilusória forma de ser.

23 de mar de 2012

Um beijo (quase) roubado. Longo abraço de despedida. "Eu senti sua falta." Lembranças corroem o coração. Na boca, o gosto do que passou. "Foi preciso." "Por quê?" "Sua presença ainda me bagunça." Silêncio. Olhares perdidos se encontram. O silêncio começa a doer. Acabou. Definitivamente, acabou.

22 de mar de 2012

No presente momento

Mais uma vez estou aqui deitada e, como sempre, pesando em você. Eu juro que nem eu sei como é possível alguém pisar tanto em mim, me ferir tanto e ainda sim eu aceitar, dizer que está tudo bem. Talvez seja pelo simples fato de eu ter medo de perder. Perder um parte inteira da minha vida que foi te total dedicação ao que eu sentia, á você. Te amar dói, cansa, me mata aos poucos, mesmo nos instantes de felicidade. Você simplesmente fode com tudo, a todo custo, fode com meu sentimento, fode com minha cabeça. Por tua causa já não sou quem era antes,  tudo que há dentro de mim é dolorido, uma completa bagunça. Sempre me dizem que não vale a pena, que nunca jamais tinha valido, apenas me recuso a aceitar pois nós tivemos nossos bons momentos, mesmo que um pouco diferentes do convencional, pra mim foram os melhores. Espero encarecidamente que pra ti também tenha existido algo, pode ter acabado, acabou, mas realmente acredito em tudo aquilo que já compartilhamos. É tão difícil aceitar quando nos pegamos em pura fantasia, então desejo do fundo do meu ser que o nosso amor, pra você, tenha existido, se não qual seria o sentido de viver em ruínas de um sentimento que nunca aconteceu de verdade, não dos dois lados, assim seria o meu fim.