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29 de fev de 2012

Hoje eu escrevo-te. Escrevo-te para dizer que eu descobri como sobreviver a tua ausência injustificada, que eu aprendi a conviver a tua indiferença e a esse teu olhar fulminante que lateja em fúria e ternura.
Hoje eu apenas gostaria de dizer, que apesar dos pedaços que levastes de mim, eu sobrevivo a cada amanhecer que acordo na solidão deste quarto, onde esses lençóis exalam o perfume do teu corpo; e que o teu toque gelado, ainda que em breve pensamento, arrepia-me como se fosse consumado por tuas impetuosas mãos.
Hoje, só por um segundo, eu consegui esquecer o doce sabor amargo dos seus beijos, que misturados ao meu café, traziam-me as lembranças das noites de verão. E o vento, não trouxe-me o toque macio dos seus cabelos em minha pele, quando deitada em meu colo, repetia intensamente as mesmas velhas canções.
Porém hoje, em momento de extrema insanidade, eu deparei-me com algo tão engraçado, quando as cores do velho horizonte. Hoje eu sei, que quando você ligar-me assustada ou confusa, amedrontada pela fúnebre e imperdoável madrugada, meu coração involuntariamente far-me-á atender-te; e todas as mágoas que um dia causas-te a esse coração esvair-se-ão e ao teu chamado eu irei correr... Correr ao teu encontro, para proteger-te do monstro chamado... Vida.

28 de fev de 2012

Like a rolling stone

Não é vazio o que sinto, estou de cheia de me sentir como uma completa estranha. A realidade é que as pessoas realmente são falsas, a pior parte de perceber isso é que também sou. As pessoas são podres, acho que crescer é isso, ir percebendo como o mundo é cruel e solitário, apenas indo, sem direção.


23 de fev de 2012

Vontade de chorar. Vontade de gritar. Implorar pra você voltar. Sozinha, sentada junto à bancada do bar, pede mais uma dose. Mas a bebida que está dentro do pequeno copo de vidro não diminui a saudade, muito menos a dor. Vagando por suas próprias memórias pensa no primeiro beijo, na música que embalou os meses que passaram juntos, nas alianças que usaram, nos carinhos que trocaram, no amor que compartilharam. Por que diabos nessa hora os momentos ruins que levaram ao fim não vem à mente?

14 de fev de 2012

Não sou nada mais que um punhado de memórias e amargas lembranças, que perambulam pela mente. Não sou nada mais que um punhado de vírgulas e reticências escondendo os erros do passado. Cheia de arranhões e cicatrizes. Em cada uma delas, um pouco de dor e lágrimas, em cada uma delas um velho momento que desfragmenta-se;