E toda essa vontade de pegar tudo aquilo que me faz mal, destroçar, ver a vida da pessoa se desfazendo em minhas mãos, faze-la sentir em dor física toda a dor emocional que vem me causando, do pior modo possível. Olhando de fora me parece um pensamento meio psicopata, mas na verdade é puro ódio, raiva. Nesse momento decapitação não me parece má ideia.
22 de dez. de 2011
19 de dez. de 2011
Entre o céu e o inferno.
Querida Sophie,
espero que esta carta chegue até você, afinal, estamos em tempos de guerra. Lamento não ter escrito nestes últimos dias, aqui faz muito frio – e a chuva tem sido constante desde a sua partida.Algumas coisas mudaram por aqui, meu bem. O céu já não tão harmônico, soa em diversos momentos como o calor do inferno, e os anjos, querida, tem sofrido uma espécie de metamorfose. Tivemos que nos render aos Párias (anjos caídos que não se renderam à nenhum dos lados - luz ou sombras), e como punição, os portões de nossas casas se fecharam. Estou vivendo uma vida humilde, cumprindo minhas missões e tentando reconquistar meu lugar ao lado Dele. Penny me fez uma visita esses dias, disse que as coisas não tem sido fáceis por lá. Espero que esteja tudo bem com você. Assim que puder, aparecerei por aí.
Espero que esta carta saia de minhas mãos. Afinal, estamos em tempos de guerra – e meu coração já não suporta mais.
Com amor,
Andrew.
12 de dez. de 2011
O alívio do recomeço
Eu soltei sua mão como quem solta um suspiro. De forma inesperada e talvez, aliviante. Não passava pela minha cabeça que o fim estivesse tão próximo e de repente, ele já havia chegado. Também não esperava que esse fim destruísse meu coração, mas sossegasse tanto minha mente cansada. É a solidão do término com a necessidade de liberdade de quem busca o oxigênio, após muito tempo sem respirar.
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