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12 de dez. de 2011

O alívio do recomeço

Eu soltei sua mão como quem solta um suspiro. De forma inesperada e talvez, aliviante. Não passava pela minha cabeça que o fim estivesse tão próximo e de repente, ele já havia chegado. Também não esperava que esse fim destruísse meu coração, mas sossegasse tanto minha mente cansada. É a solidão do término com a necessidade de liberdade de quem busca o oxigênio, após muito tempo sem respirar.

11 de dez. de 2011

O melhor do pessimismo

É bom estar feliz, o ruim é que quando se está você não imagina a dor que pode vir a seguir, só ve coisas boas, felicidade causa otimismo e com isso uma decepção muito maior.

10 de dez. de 2011

Tormenta

Acabava-se pouco a pouco, em uma noite qualquer, aquilo que ostentei ser por todos os dias em que vivi. Apreciava com graciosidade aquele corpo estendido no chão, levando consigo toda aquela intensa tormenta que o mantinha vivo. Eu já a conhecia - e era como se, um dia, ela já tivesse pertencido à mim. Como se no meu reino, entre sangue e espadas, o "nós" tivesse prevalecido.
Sob aquelas circunstâncias, eu confesso, não dizer nada era o que melhor cabia à mim. Talvez eu também estivesse a beira da morte. Simplesmente morrendo de amor.

9 de dez. de 2011

Forget the old ghosts

Esqueci dos meus desenhos que costumava ficar horas fazendo, as meias coloridas que eu tanto amava foi se estragando no armário sem cuidado, sem nenhuma ultima despedida, foi apenas esquecida. Eu não esqueci das dores, elas apenas não me incomodam tanto quanto costumavam. (...) As pessoas podiam apenas ser menos passageiras em minha vida. Eu não escrevo cartas, não escrevo músicas, não sou poeta, apenas não sei o que sou. Apenas te peço para que esqueça os fantasma da sua dor e se abra para a vida a espera de outras luzes.