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9 de dez de 2011

Forget the old ghosts

Esqueci dos meus desenhos que costumava ficar horas fazendo, as meias coloridas que eu tanto amava foi se estragando no armário sem cuidado, sem nenhuma ultima despedida, foi apenas esquecida. Eu não esqueci das dores, elas apenas não me incomodam tanto quanto costumavam. (...) As pessoas podiam apenas ser menos passageiras em minha vida. Eu não escrevo cartas, não escrevo músicas, não sou poeta, apenas não sei o que sou. Apenas te peço para que esqueça os fantasma da sua dor e se abra para a vida a espera de outras luzes.

6 de dez de 2011

Fake Heartbeat

Via de mão única. Um destino, uma só rota.
Dois buscando o um.
Exaustão. 
Freiada brusca, colisão.
Suicídio.

A cento e sessenta quilômetros por hora - na contramão.

5 de dez de 2011

Leaving Out

Passei pelos teus becos, pelas tuas ruas e pela tua cidade. Na verdade, passei pelo teu mundo. Ainda me lembro com exatidão quando dissestes que ele ficaria trancado até que a tua morte o abrisse. Não fizestes o que prometera, minha princesa, e num piscar de olhos me jogastes para dentro do teu reino. Reinava nele o desamor, mas o teu olhar, meu bem, apesar de um tanto quanto desorientado, me levava a desprezar qualquer outra beldade que por mim passara. Tu me contastes mentiras e jurastes tua vida à mim. Dissestes que me daria tua alma em troca de todo o meu amor e que qualquer coisa que eu fizesse jamais apagaria nossa história. Tu me enganastes perfeitamente bem. Mas passou. Doeu. 
Apagou.

A estadia não foi o suficiente. Eu precisava de amor à longo prazo.

22 de nov de 2011

No início eram apenas borrões, a primeira vista não faziam sentindo, na verdade, a vida nunca tivera muito sentindo à ela. Pausadamente os mesmos aglomeravam-se e reformulavam-se em novas figuras, ainda borradas. Minuciosamente ressalvava seus delírios platônicos emergirem daqueles inocentes borrões sem vida. Espontâneamente o desânimo tomava conta daquela mente, tão amarga quanto seu café, que esfriava num canto empoeirado da sua janela. Seus olhos melancólicos e cansados transmitiam a sensação de uma espécie de desapego sentimental e existencial. A noção do tempo havia-se perdido juntamente com a sua noção de dor. A leve brisa do anoitecer tocava aquela face, trazendo consigo a essência do vazio. Ausência... Era tudo o que ela sentia. Um turbilhão de memórias invadiu-a tão repentinamente que mal pode defender-se. Detalhadamente começou a devanear insanamente em cada uma delas. Deflagravam-se pelo seu corpo. Instantaneamente aquelas alusões sentimentais começaram a abrir cada uma das feridas incicatrizáveis que ela carregava consigo. Sangrou, mas não doeu. Ao passar do tempo havia-se acostumado-se com esse sentimento, agora retórico em sua vida, mas que ainda era capaz de arrebatar-lhe algumas lágrimas, por uma ou outra senil lembrança.