11 de out de 2011
Alma Condenada.
O crepúsculo erguia-se vagarosamente no horizonte naquele frio e triste fim de tarde. Sentada à sua varanda, apreciava a brisa gelada que afagava seu rosto, enquanto em pequenos goles degustava seu amargo café, ao mesmo tempo em que delirava em vagas memórias febris. Sentia as velhas palavras queimando na sua garganta, enquanto tortuosamente limpava as lágrimas causadas pelas lembranças. Anos de solidão haviam-lhe proporcionado marcas tão visíveis, que nem seu vago e esbranquiçado sorriso conseguia esconder. Vagarosamente, ressalvava a fina e constante fumaça que esparzia da pequena e delicada xícara de porcelana, que tremia ao compasso de suas mãos inquietas e ansiosas. Era mais um anoitecer solitário, como tantos outros que haviam se passado, mas mesmo assim, continuava machucando como se fosse o primeiro. Reações causadas pelas múltiplas sensações que carregavam a dualidade da dor e do prazer explodiam no seu âmago, enquanto brevemente seu orgulho resplandecia, mostrando como aquele momento era, na verdade aquela que fora a melhor opção, para duas vidas tão discrepantes. Mas... Deliberadamente, alguma coisa oculta na escuridão erma do seu coração, chorava as tristes dores de um amor esquecido e uma vida destruída. Porém, como os velhos rabiscos dos seus poemas sentia-se incompleta e incansavelmente culpava-se por uma vida tão amargurada, quanto à canção de um velho bluseiro, que soava fria e distante. Seus olhos, não camuflavam mais suas lamurias e nem mesmo tempo cicatrizava as feridas. Mais uma vez tornou a observar o céu, cujo qual estava mergulhado na escuridão da noite; de alguma forma sentia que aquela escuridão era o reflexo do que havia sobrado para ela viver solitariamente até seus últimos dias.
14 de set de 2011
Contigo
Sinto falta da minha vida sem a dor, a dor que me corrói todo o tempo, a dor da distancia e da saudade, a dor de não poder quem eu mais amo por perto, de chegar a esgotar as lágrimas só de pensar na possibilidade de perder quem me causa toda essa dor. Essa pessoa é você, amo cada detalhe seu, seja ele qualidade ou defeito, tudo isso me faz ficar cada vez mais apaixonada. Amar dói, sinto isso em cada momento em silencio, mas eu sei que tudo vale a pena quando ouço um "eu amo você" vindo da tua boca. Amo as nossas brigas, conversas e o modo como nos desculpamos. Saudade do começo... do tempo em que eu estava prestes a descobrir o amor, mas está melhor agora. Lembra de como tudo começou? Da primeira conversa e da primeira palavra trocada? Lembra das primeiras brincadeiras bobas, das brigas sem sentidos, e do primeiro eu te amo verdadeiro? Eu sei que tudo o que eu sinto é real, é intenso. A dor de ficar sequer um dia sem você sufoca, mas a saudade... nossa, a saudade me sufoca ainda mais, é como se uma parte de mim fosse arrancada quando não estou contigo. Procuro onde foi parar o meu chão, mas logo lembro que está contigo, pois você é a única pessoa que faz ir as nuvens.
22 de jul de 2011
Way
Todos os começos, duramente tiveram um final. E todos os finais, logo foram esquecidos. Tornaram-se parte das lembranças, cujas quis são aprisionadas em um canto qualquer da mente, para que jamais sejam relembradas, porque as dores de suas lágrimas são como o ácido que corrói e deixa marcas...
12 de jul de 2011
Obscura.
Eu estou assustada, acho que meus fantasmas estão voltando à vida, na mesma intensidade em que os pesadelos têm tornado-se cada vez mais reais. Lá dentro, há algo que está errado. Sinto-me perdida neste mundo e não consigo sentir-me viva, como todo mundo tem dito, porque é como se eu estivesse entre o tudo e o nado ao mesmo tempo. Silenciosamente respirando, minuciosamente guardando o sofrimento, ocultando as lágrimas... Alguns dias são difíceis de sobreviver, mas é preciso ao menos tentar. Desesperadamente estou tentando descobrir, mas eu ainda não sei, apenas tenho a sensação de que alguma coisa está indo embora...
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